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Deixar as fraldas ou tirar as fraldas, eis a questão!?

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Deixar as fraldas ou tirar as fraldas, eis a questão!?

Quando falamos de desfralde muitas são as questões que surgem nos pais. Os comentários e as opiniões, que surgem de todos os intervenientes mais ou menos próximos das crianças e família, diferem tanto que na maior parte das vezes também não ajudam os pais nesta fase. Estes ficam muitas vezes, baralhados e sem saber o que fazer, por onde começar.

Hoje a questão principal que vos quero falar é: deixar as fraldas ou tirar as fraldas?

Sim, para que o processo do desfralde seja efetivo e tenha em atenção a criança, importa refletir sobre esta questão. O desfralde é muito mais do que tirar as fraldas à criança, é um processo de controlo dos esfíncteres, que passa por diferentes fases. Para que aconteça é essencial um processo de maturação e de desenvolvimento do controlo dos esfíncteres.

Assim, nesta fase importa que a criança esteja preparada para este passo. Há que ter em atenção todos os fatores e sinais demonstrados pela criança para se iniciar o desfralde. Muito mais do que tirar as fraldas às crianças é importante seguir o seu ritmo, observar os comportamentos que elas possam demonstrar que já estão preparadas para iniciar este processo.

O processo este que está para além da idade da criança, da estação do ano ou da vontade dos pais. Esta é uma questão muito importante quando falamos de crianças pequenas com aproximadamente 2 anos. Cada criança é única e cada criança terá o seu ritmo também no desfralde. Fazer um desfralde precoce poderá trazer consequências. Forçar uma criança a deixar as fraldas sem ter em atenção os sinais que mostram que a criança está preparada, não é benéfico para a criança.

Tanto Maria Montessori como Laura Gutman defendem que no processo do desfralde não se deverá forçar a criança, o ritmo de cada um deverá ser respeitado e caso não aconteça poderá trazer consequências ao nível da auto-estima, da autoconfiança e do auto-conceito.

Antes de iniciar o desfralde, reflita sobre isto, tenha em atenção os sinais de preparação demonstrados pela criança e siga ritmo dela sem pressões nem humilhações. Deste modo, teremos um desfralde ao ritmo da criança!

Por Liliana Marques | Educadora de Infância e Facilitadora em Educação Positiva.